Minha amiga

E amor meu,

Hei de um dia voltar,

Mas não podes dizer que sou teu,

Apenas por demais eu te amar.

 

Esta praia perto de mim,

Parece vazia sem ti ao meu lado,

Pois falta a principal flor do meu jardim,

Mas não penses que ficarei calado

Pois aqui te direi o que por ti sinto.

Não penses assim,

E não digas que te minto,

Pois tudo o que te digo

Tem uma razão de ser.

 

Na minha juventude,

Sabes bem, fiz o que pude

Mas neste mundo,

Cheia de gente rude,

Eu apenas mudo

Porque tu me pedes com esse teu jeito,

Mas, por vezes nem assim, nada feito

Sou assim por feitio meu,

Não por defeito teu.

 

Dou- te um abraço

E logo a tua pulsação se alterou

De seguida me arregaço

E minha mão eu te dou.

João Grilo  8º A

O ‘mote’ para a redação deste poema foi…

Os Amigos

Voltar ali onde

A verde rebentação da vaga

A espuma o nevoeiro o horizonte a praia

Guardam intacta a impetuosa

Juventude antiga –

Mas como sem os amigos

Sem a partilha o abraço a comunhão

Respirar o cheiro a alga da maresia

E colher a estrela do mar em minha mão

 

Sophia de Mello Breyner Andersen

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