Sandra Carvalho, a autora de A saga das pedras mágicas (uma série de oito volumes) e de Crónicas da terra e do mar (por enquanto, só um volume publicado – O olhar do açor, estando o segundo prometido para outubro), esteve connosco mais uma vez. Primeiro, na BE da EBCastelo, no dia 13 de abril, e, depois, no dia 15, na ESS.

“Eu sou só a Sandra. Sou filha de Sesimbra. O meu pai era pescador e a minha mãe uma contadora de histórias”. Foi assim que a escritora se apresentou aos alunos que a ouviam atentamente. Depois, referiu-se aos livros que já publicou e ficámos a saber que a Sandra sempre gostou muito das civilizações celta e viking. Desse gosto, resultaram os oito livros que constituem A saga das pedras mágicas.

A Sandra Carvalho, desde pequenina, gostava de escrever histórias que dava a ler aos amigos, mas parecia-lhe impossível ser um dia uma autora publicada. O certo é que, um dia, deu a ler A última feiticeira (o primeiro volume da saga) a uma pessoa especial e essa pessoa, que até nem gostava de literatura fantástica, adorou a história e enviou-a para uma editora. Dois anos depois, a nossa escritora foi contactada pela Editorial Presença e iniciou-se aquilo que, para a Sandra, foi o concretizar de um sonho. Por isso, deixou-nos uma mensagem: é importante nunca desistirmos dos nossos sonhos, mesmo daqueles que parecem impossíveis. “Não tenham medo das críticas, elas tornam-nos mais fortes”, eis outra mensagem deixada pela escritora que também falou do processo de escrita, da necessidade de rever o texto tantas vezes quantas as necessárias.

Na segunda parte do encontro, a Sandra referiu-se ao novo projeto – Crónicas da terra e do mar – que se centra na história de uma menina inglesa cujo pai tinha uma grande dívida para com Portugal e é prometida em casamento com o rei. Na viagem, é raptada por piratas castelhanos. Houve um grande sururu na biblioteca quando a escritora disse que se trata de ”uma menina mais valente do que os rapazes”.

Neste projeto, Sandra recua à época dos Descobrimentos. Partindo da realidade histórica (a descoberta das ilhas atlânticas dos Açores), a escritora acrescenta-lhe a fantasia que lhe é característica.

E se houvesse naquela barca um Diogo Silves que, a mando do infante D. Henrique, descobriu os Açores? E se, em vez de Silves, fosse antes Diogo Açor? Eis algumas questões que a Sandra Carvalho colocou a si própria antes de se lançar de novo nessa aventura que é escrever e contar histórias.

No final, houve ainda tempo para os alunos presentes colocarem perguntas às quais a Sandra respondeu com a simpatia e a simplicidade que lhe são habituais.

 Idalina Costa, Professora Bibliotecária da ESS

Sandra Carvalho na EBCastelo

Sandra Carvalho na ESS

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