As conhecidas sapatilhas All Star foram motivo de um desafio de representação colocado aos alunos de Artes do 12º F, para fazerem uma proposta de intervenção (estampagem) no modelo representado. Este projeto exigiu diferentes orientações, quer nos processos de análise formal, quer na transformação gráfica e invenção.

Professor José Coutinho

Uma Estrela à Medida do Pé

Inicialmente produzidos em 1917, os All Star resultaram de uma tentativa da Converse de padronizar os ténis para o basquete, mas só se tornaram populares quando o jogador Chuck Taylor os adotou para a prática desportiva,
A parte dos tornozelos dos ténis viria a ter a assinatura deste basquetebolista, sendo os seus preferidos os de cano alto, conhecidos como ‘white’, ainda que os mais famosos fossem os pretos. Foi também Taylor que acrescentou o contraforte no tornozelo, proporcionando mais estabilidade e velocidade aos jogadores.
Ao longo do tempo, os consumidores exigiram mais variedade, tendo surgido inúmeras cores e estilos, bem como vários materiais, diferentes da lona de algodão original, como couro e camurça. Até hoje, mais de 800 milhões de pares de Converse All Stars foram vendidos em todo o mundo, o que equivale a 30 000 por semana.
Os momentos áureos da popularidade destes ténis foram entre as décadas de 1950 e 1970, dada a sua adoção pelos jovens fãs do punk rock. Mais tarde, em 1990, voltaram à ribalta com os admiradores de Kurt Cobain, vocalista da banda Nirvana, por influência do referido estilo musical. Depois, passaram pelos pés do guitarrista dos U2, pela estrela do programa Jackass, Johnny Knoxville, Snoop Dogg e por Slash, o ex-guitarrista dos Guns N’Roses.
Hoje em dia, os All Star são usados não só para jogar basquete, mas também no dia-a-dia, por crianças, adolescentes e jovens adultos de ambos os sexos, encontrando-se em terceiro lugar no ranking de vendas dos ténis, logo atrás da Nike e da Adidas.

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