Eis Tudo

És-me o oxigénio: eis tudo. E, se algum dia me falharem os pulmões, mata-me ali. E, se algum dia me falharem os pulmões, não te conseguirei respirar – mata-me ali.

És-me o sangue: eis tudo. E, se algum dia me falhar o coração, que seja por mo teres arrancado do peito. E, se algum dia me falhar o coração, que seja por to ter dado.

És-me a poesia que me corre nas veias: eis tudo. E, se algum dia me falharem as mãos para escrever, corta-mas logo. E, se algum dia me falharem as mãos, que seja por te ter escrito demasiado amor.

Texto: Filipa Escada, 10º A
Ilustração: Elisa Valente, 9º C

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