O terceiro dia, 5 de março, foi preenchido por visitas locais. As memórias deste dia começam com um retrato, registado em desenho, antes do grupo partir para o Mosteiro da Arrábida. Aqui, um ‘guardião do templo’  fez o acolhimento e o enquadramento histórico, tendo também contado algumas histórias sobre este antigo convento franciscano, um espaço ermítico, onde os recantos e a densa vegetação se abrem pontualmente à luminosa vastidão do estuário do Sado… a crença na Virgem Maria parece entranhar-se, ainda que no meio da tagarelice de um grupo de jovens visitantes.

Seguiu-se a visita ao Museu Oceanográfico Professor Luiz Saldanha, onde a ligação à natureza ficou ainda mais próxima. O peddy-papper aí realizado contribuiu para a aliança com o mar, as espécies sub-aquáticas e a própria fortaleza. Os alunos dedicaram-se com afinco à procura de uma pedra preciosa perdida nas profundezas… E as vistas para o mar também não faltaram! Mas tal não impediu que a fome apertasse. Assim, a chegada da hora de almoço foi igualmente aclamada.

Depois, o grupo rumou para Sesimbra, onde ocorreu uma simpática receção pelo Presidente da Câmara. A este encontro sucedeu-se uma visita à exposição sobre Hans Christian Andersen, no Cineteatro João Mota. Enquanto isso, outra parte do grupo da delegação portuguesa finalizava os ensaios para uma representação sobre a temática do (des)encontro (entre)/de gerações (anos 60 e atualidade) realizada em seguida.

Para terminar o dia, ainda houve tempo para mais vistas: do castelo, de onde se alcança toda a vila, e na própria fortificação. E foi nesta construção fortificada sobre o mar, a última a perder a traça medieval, que o grupo, algo disperso pela irregular edificação assente na encosta, viu o pôr do sol.

À noite, o reencontro deu-se num restaurante, à luz das velas, ao som de música portuguesa e do fado, em particular, entre cortado pelas vozes, pelo tilintar dos copos e pela animação do grupo. O jantar, servido após várias e deliciosas entradinhas, permitiu retemperar as forças para o dia seguinte. Até porque, note-se, o estrelado do céu anunciava que em breve se daria mais um reencontro.

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