A visita à exposição sobre Sesimbra nos anos 60, no dia 4 de março, fez com que a Casa do Bispo (recentemente restaurada pela CMS) fosse o ponto de encontro do grupo Comenius. Este pode-se dizer que foi também o momento mais significativo da semana, tendo em conta a temática do intercâmbio intergeracional.

Ao som do fado “Lágrima”, foi “sem penas” que a exposição foi visitada. O grupo teve oportunidade de circular pelas diferentes áreas pré-definidas para representar a vila e o campo naqueles tempos idos, que abrangiam desde a vida familiar ao mundo do trabalho. Este encontro proporcionou também uma maior aproximação entre os intervenientes num dia de verão, mais um, no início de março.

À tarde, as escolas de samba desfilaram na marginal e os preparativos para a participação no trilho Bigodes de Rato tiveram lugar num dos apartamentos onde ficaram alojados os professores vindos dos outros países, em pleno jardim de Sesimbra. Os compartimentos desta habitação foram invadidos pelo colorido dos chapéus e das t-shirts, pela gaiatice das conversas e pela sonoridade das ‘ceninhas’ de encher que fizeram as delícias de muitos dos participantes, não permitisse o samba uma cadência de cor e ritmo.

Os elementos do grupo que não desfilaram ficaram numa esplanada situada num primeiro andar de um edifício da marginal que parecia ‘feita de propósito’ para assistir ao corso do alto e usufruir das animadas coreografias, tendo como pano de fundo o azul da baía, rebordado pelos malabarismos dos skimmers. Na própria esplanada também foram esboçados uns passos de dança e houve muita animação, com os bate-palmas e poses e fotos e risos, como se fosse um prolongamento da marginal.

Ao jantar, a ‘Casa da Mariquinhas’ fez-se ouvir à da professora Ondina, com a ajuda de um ‘gadget’ do professor Maldonado e, tal como na música da Amália, houve ‘comida e vinho sobre a mesa’. Depois dos comes, foi a vez da ‘good music’, proposta pela professora Carina, que foi acolhida com uma balada galega, uma canção versando um desgosto de amor, entoada pelos professores turcos (dois deles de canto. “Note-se o sentimento!”), uma canção de embalar alemã e ‘um empurrão’ ao professor Varela, para este nos brindar com os cantares alentejanos da sua ‘terra nai’.

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