Entre os dias 9 e 13 de maio decorreu, na Biblioteca da Escola Secundária de Sampaio, um ciclo de três conferências sob o mote «Compreender a Guerra?», dinamizado pelos encarregados de educação do 10.º H, assim como pelos professores e os alunos da turma e também a professora bibliotecária. As conferências tiveram o objetivo imediato de, a pretexto da situação de guerra na Ucrânia, refletir sobre a guerra de um modo geral e as suas consequências, os refugiados de guerra, a geografia europeia, a política, a economia, as organizações internacionais, entre outros. O objetivo mediato foi o de expandir o conhecimento para além dos manuais escolares, trazendo à escola pessoas de reconhecido mérito e prestígio nas suas áreas de conhecimento para partilhar os seus conhecimentos com os alunos e ajudá-los na reflexão dos temas que cada um abordou, promovendo um debate mais informado e esclarecido.

A intervenção do Diretor do Agrupamento, professor José Caeiro

A primeira conferência ocorreu dia 9 de maio, no dia da Europa, às 15h. O professor de História, Jorge Lopes, também Diretor de Turma do 10.º H, que esteve presente em todos os dias das conferências, abriu os trabalhos, fazendo uma apresentação resumida da atividade e expondo de forma sumária os temas das conferências. Seguiu-se uma breve intervenção do Diretor do Agrupamento de Escolas de Sampaio, o professor José Caeiro, que felicitou o projeto e os participantes. Depois, os alunos do 10.º H procederam à leitura expressiva do poema «Ode à Paz» de Natália Correia que prepararam com a ajuda da Professora de Português, Elsa Oliveira. De seguida, o professor de História Nuno Nabais fez uma breve intervenção falando sobre a guerra e sobre a Europa e dois alunos do 12.º F, Leila Pereira e Duarte Tavares, explicaram — com recurso a mapas — a história recente da Ucrânia e a sua relação com a Rússia e outras potências. Por fim, a convidada, a Sr.ª. Dr.ª. Ana Sofia Oliveira Branco, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, explicou o funcionamento dos mecanismos de acolhimento de refugiados e outros tipos de migrantes em Portugal, complementando a sua apresentação com um vídeo animado sobre a experiência de uma criança refugiada que veio com a família viver para Portugal. Terminou-se esta sessão com um breve período de perguntas e respostas.

Récita da «Ode à Paz» de Natália Correia pelos alunos do 10.º H

No dia seguinte, 10 de maio, também pelas 15h, recebemos o convidado Professor Pedro Aires Oliveira, historiador e Professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que — procurando dar aos alunos instrumentos e informações para reflexão e debate — fez uma apresentação sobre o conflito na Ucrânia, seus antecedentes, possíveis consequências e o que esta situação significa para o mundo e mais concretamente para a Europa, explorando temas como: «Como justifica a Rússia a invasão da Ucrânia (qual o sentido da ideia de um “cerco da Nato” à Rússia? O que pretende Putin ao reclamar a “desnazificação” da Ucrânia?)», «O que são exatamente crimes de guerra, crimes contra a humanidade, ou crimes de genocídio?», «Poderemos esperar que venham a existir julgamentos dos responsáveis por alguns destes crimes na Ucrânia?». À palestra do Professor seguiu-se uma acalorada sessão de perguntas.

Introdução do professor Nuno Nabais e intervenção dos alunos Leila Pereira e Duarte Tavares, do 12.º F, sobre a História da Ucrânia

A última conferência ocorreu no dia 13 de maio, sexta-feira, às 16h., com a palestra do Coronel da Força Aérea Portuguesa Jorge Pimentel, que fez uma apresentação do tema da guerra e das suas diferentes componentes, da forma como a guerra na Ucrânia está a decorrer e o contributo da NATO. A palestra seguiu-se mais uma vez de uma sessão de perguntas feitas pelos alunos que demonstraram grande interesse. O Diretor de Turma encerrou depois os trabalhos, resumindo os três dias de conferências. Por último, um dos encarregados de educação da turma 10.º H, apresentou os agradecimentos a todos os que participaram ou tornaram possível a realização deste ciclo de conferências.

Termina-se esta nota com uma reflexão pessoal:

O ponto de interrogação no tema das conferências «Compreender a guerra?» pretendeu chamar a atenção para a importância de nos interrogarmos sobre o que nos rodeia. Identificar as perguntas é o ponto de partida para todo o conhecimento. No «novo» mundo digital e da internet, à abundância de informação (verdadeira e falsa) contrapõe-se muitas vezes a escassez do conhecimento. A curiosidade e a constante procura de respostas às nossas interrogações são um caminho para o conhecimento e a sabedoria. Ser sábio não é conhecer todas as respostas, é ter a humildade para fazer perguntas e procurar respostas possíveis, informadas e esclarecidas. Será isto? Viva os jovens e a sua curiosidade!                                                                                                                     

Junho 2022, texto de Maria Pinto, encarregada de educação do 10.º H, enviado pela Prof.ª Elsa Oliveira

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