Este dia é celebrado a 8 de março anualmente. Teve início em Nova Iorque, EUA, em 1909.

 A tradição que fornece um dia a total atenção às mulheres foi consequência de um acontecimento trágico. Em Nova Iorque, no dia 8 de março de 1857, 129 operárias de uma fábrica de têxteis morreram queimadas num incêndio, enquanto se manifestavam dentro da mesma para terem acesso a um maior salário, pois as trabalhadoras recebiam menos de um terço do salário que os homens recebiam e trabalhavam mais (em média) 6 horas que eles. 

Com o movimento que causou as mortes dessas mulheres começaram muitas outras à volta do globo a manifestarem-se por iguais direitos: de voto, igualdade salarial, licença de maternidade, igualdade de oportunidade de trabalho, contra o assédio moral (no trabalho, em casa, na rua, …).

 Em 1975, foi oficializada a data, pela ONU, celebrando o Dia Internacional da Mulher como homenagem às operárias de Nova Iorque e às mulheres que já faleceram às mãos de homens. A partir de então passou a ser comemorado no mundo inteiro. Em Portugal, no século XIX, a mulher não tinha quaisquer direitos, só tinha a função de procriar, criar os filhos e satisfazer os prazeres do homem. Não podiam criar os filhos como queriam, antes de tomar qualquer decisão tinha que o pai autorizar. A mãe não tinha autoridade em área alguma, nem emprego podia ter e, caso tivesse, não lhe era permitido dispor do seu salário. O pai era o chefe de família. Em 1867, esse quadro melhorou quando no código civil foi permitida à mãe ter quase equivalência ao pai.

No século XX, as mulheres, a partir de 1910, passaram a ter o direito ao divórcio, o direito ao trabalho sem autorização do marido, poderem dispor do seu merecido salário e o direito ao voto. Agora, se os homens abusarem fisicamente ou psicologicamente do cônjuge, sofrem consequências o que antes não acontecia, portanto daí vem o direito à fidelidade, ao respeito, à coabitação e à assistência. As mulheres, a partir do século passado, começam a frequentar o exército militar.

No século XXI, estamos ainda a lutar pelos direitos das mulheres e ainda a inaugurar, em alguns países, os que foram permitidos em Portugal no século passado. Atualmente, o país que se encontra com maior igualdade de género é a Suécia, segundo dados de 2019.

Continuam a fazer-se imensas manifestações para a luta da igualdade de género, porque as guerreiras, também conhecidas como mulheres, não vão parar de lutar por uma sociedade justa e igual

Paula Almeida, n.º23, 11.ºG

Março 2021, enviado pela Prof.ª Ana Carvalho

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