Neste regresso à escola, muito se tem falado sobre a utilização da máscara. Desde as mais famosas comparações com a utilização da roupa na prevenção da saída de odores como prova da sua ineficácia, passando pelas dificuldades que assolam os que utilizam óculos, até às dificuldades em respirar e a todos os mitos que circulam pela internet.

Quando se ouvem os alunos, é um constante chorrilho de desculpas para a sua não utilização, que mais não são que o exteriorizar de todo o desconforto que sentem.

E será que podemos apontar como origem deste desconforto uma insegurança?

Então vamos pensar um pouco…Quais são os sinais mais visíveis de que vivemos uma pandemia? O facto de todos andarmos de máscara… Sim, também podemos falar do desinfetar as mãos, mas se estivermos atentos, também disso chovem queixas. Mas voltemos ao tema, porque isto seria todo um outro assunto…

A utilização da máscara, essa que tantas vezes é comparada a uma mordaça, ou a um açaime, que nos faz perder o ar e dificulta toda a comunicação, essa mesma. A grande luta contra a sua utilização, as tentativas de evitar de a usar, ou simplesmente o facto de aproveitarmos todo e qualquer momento para a retirar (e sim, também eu não sou exemplo), não são mais que os nossos gritos de liberdade, não da máscara, mas desta epidemia que nos assola e a máscara assume a objetificação de algo que não é palpável.

Assim não é difícil compreender o porquê de o número de contágios continuar a ser superior entre as camadas mais jovens (informação da DGS), já que é neles que ainda arde de forma mais intensa a chama da irreverência e consequentemente a sua rebeldia. Nos mais velhos, primeiro o confronto, mas depressa seguiu-se uma aceitação e um conformismo com esta nova realidade.

Depois de todo este discurso, apenas quero reafirmar que o seu uso é essencial, é a primeira barreira, e se o nosso desejo é ultrapassar toda esta pandemia, então somos nós os primeiros agentes no seu controlo. Quanto mais depressa travarmos a propagação do vírus, mais depressa ele perde a força dos números e melhor seremos capazes de o controlar.

Luis Araújo – Psicólogo – TIL do AE de Sampaio

Fonte: https://covid19.min-saude.pt/novos-casos-de-covid-19-detetados-sobretudo-nos-jovens/

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