No âmbito da Oficina de Escrita, atividade desenvolvida na disciplina de Português, foi realizada uma pequena reflexão sobre o que os alunos têm sentido frente a esta realidade em que um vírus tomou conta das nossas vidas. Estas são as reflexões de duas alunas.

Quando tudo começou … 

Terá sido um sonho?

Eram os primeiros dias de março   sorria. Faltava pouco menos de um mês para o 2º período escolar acabar, que alegria! O que poderia acontecer de mal? Bem, tudo… A pandemia começou. Coronavírus para uns, covid-19 para outros.

No dia 16 de março, todas as escolas do país fecharam e no dia seguinte a quarentena começou… Ou como a minha mãe dizia: “A prisão domiciliária”. Quando dei por mim, as aulas online já estavam a começar, e o fim delas parecia estar longe…

Dois meses! Apenas se passaram dois meses desde que estamos presos em casa e eu já quero que isto acabe. Eu já estava cansada de tudo e todos, e a minha família era uma dessas coisas. “Quando poderemos ser “livres” novamente?” eu perguntava-me sempre que víamos as notícias, que eram os únicos canais que podíamos ver em casa.

Os casos só subiam e as mortes também. Já sentia falta da escola, do barulho dos colegas sempre que fazíamos um trabalho na sala de aula. Comecei a sentir falta de tudo o que nunca pensei sentir. Eu tentava animar-me, mas parecia que tudo ficava pior a cada dia que passava.

Uau! Já passou muito tempo desde que a “prisão domiciliária” começou. Já não sei que dia e mês são, só sei que o ano é 2020. Estou cansada de estar em casa. E se eu pudesse viajar no tempo e impedir que esta pandemia acontecesse? Seria ótimo! Mas, infelizmente, eu não consigo.

Estava cansada, eram aulas online para cá e para lá. Eu já não conseguia prestar atenção nas aulas, as únicas coisas que eu conseguia fazer era fingir prestar atenção nas aulas e ouvir os professores falar.

Foi aí que eu… acordei?! “Espera tudo isto foi um sonho. Será que… Espera, deixa-me verificar”. Antes de me levantar, fui relembrando de algumas partes do tal “sonho” e, depois, fui olhar para a janela. Esperava ver várias pessoas a andar de um lado para o outro, e vê-las  a sorrir, mas o que eu vi não foi aquilo que eu esperava. Eram apenas duas ou três pessoas a passar, e todas elas usavam máscara. Afinal, continuava presa ali.

Sofia Ferreira – 7º B

Docente Ester Mestre

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