Enquadrado no programa da Semana da Leitura 2017, na Biblioteca da EB do Castelo, realizaram-se duas sessões de “Filosofia para Crianças” com duas turmas do  5º ano, dinamizadas por alguns alunos das turmas D, E e F, do 12º ano da Escola Secundária de Sampaio, supervisionadas pelos professores Virato Rodrigues e Antónia Luz.  A convite do Lookaes, um dos alunos dinamizadores, João Teixeira, conta-nos como tudo se passou e as reações dos alunos mais novos a temas normalmente abordados pelos mais velhos.

“No âmbito da disciplina de Psicologia B, eu e mais quatro colegas das turmas D e E, do 12º ano, fomos apresentar um trabalho aos alunos do 5º ano da Escola Básica do Castelo, sobre as emoções, no dia 14 de março. A maneira que nos pareceu ideal para tratar o tema foi recorrer ao filme de animação “Inside Out” ou, em português, “Divertida Mente”, da Pixar.

A minha opinião sobre a atividade foi muito positiva. Notei, pela participação dos alunos, que todos estavam interessados e a gostar do trabalho que desenvolvemos em conjunto. Todos quiseram falar, participar e realizar o jogo que tínhamos preparado para eles.

O que mais gostei em todo o trabalho foi a maneira como os alunos, mais novos que nós, tinham sempre uma explicação para tudo, e a forma como encararam os sentimentos, de uma maneira tão natural como a que, por vezes, os adultos e até nós, jovens adultos, tanto nos esforçamos para ter. Todas as respostas me surpreenderam e gostei imenso da atividade, sobretudo de ver a inocência com que aquelas crianças mostravam os seus sentimentos e, mais importante, a maneira tão distinta como cada uma sente algo tão universal como, por exemplo, o amor. O facto de cada uma delas fazer uma interpretação tão distinta de cada um dos seus sentimentos fez-me perceber que, infelizmente, quando chegamos a esta fase mais adulta passamos a não exprimir tanto o que sentimos, e parece que começamos a sentir exatamente da mesma maneira que todos os outros que nos rodeiam.

Apesar do que já referi, a parte que mais gostei foi ser olhado por todas aquelas crianças e sentir que elas nos tomavam como um exemplo, tal qual nós fazíamos há uns anos.

No fim das contas, não sei quem aprendeu mais, se as crianças ou eu… Mas tenho a certeza que todos ganhámos um conhecimento incrível e uma experiência que, pelo menos eu, não vou esquecer.”  (João Teixeira, aluno do 12º E)

  

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