As palavras não foram proferidas por Buzz Lightyear nem a produção esteve a cargo da Pixar. Mas, ainda assim, a animação reinou na palestra do Professor Pedro Abreu, emérito cientista do Instituto Superior Técnico de Lisboa, do LIP e do CERN, que, no dia 10 de outubro, encantou o público jovem com o seu sentido de humor e um contagioso entusiasmo pela ciência. A iniciativa foi promovida pelo grupo de Física e Química da Escola Secundária de Sampaio, tendo estado presentes os professores Rui Pereira, Mafalda Gonçalves e Alexandra Novaes, com alunos de diversas turmas do 12.º ano.

O local, o Auditório Raio de Luz, não podia ser mais propício para uma viagem às distantes galáxias acompanhada de uma regressão até ao primeiro sopro do universo no momento em que o Big Bang soou a anunciar o princípio do tempo-espaço cósmico. O Professor Pedro Abreu passou em revisão as teorias científicas que, desde tempos remotos, procuraram dar conta do mistério do universo, salientando nomes incontornáveis da Astronomia como Galileu, Kepler e Newton, para chegar à Relatividade e à Física Quântica, com a sua desconcertante selva de partículas coloridas e intrigantes, que saltam da cartola da chamada energia escura dos céus como coelhos de um mágico país das maravilhas. Os quarks «ups» e «downs», os leptões, os fermiões, o transcendente «bosão de Higgs», cujo inventor teve a audácia de designar como «partícula de Deus», foram alguns dos ingredientes desta preleção.

E o que faz com que a viagem valha sempre a pena, visando o infinito e mais além, é a genuína curiosidade e inventividade dos que nela embarcam, de par com uma humildade perante o muito que ainda se desconhece, esses buracos negros do espaço sem fim, que a pertinácia humana continuará a desbravar.

 

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