Encerrada desde os anos 70 do século XX, expõe uma das rochas ornamentais mais peculiares e bonitas do país – a Brecha da Arrábida, observável em muitos dos monumentos da região e mesmo de Lisboa. Esta rocha sedimentar, com cerca de 150 MA, apresenta fragmentos carbonatados de diversas cores, em alguns deles observando-se fósseis, ligados por um cimento avermelhado.

relevância internacional deste local justifica-se pela rara ocorrência de um conjunto de estruturas geológicas com excecional qualidade de exposição e reveladoras de episódios importantes da História da Terra.

De acordo com os responsáveis pela inventariação do geossítio, no local pode observar-se a melhor exposição de uma das principais descontinuidades da Bacia Lusitaniana (corresponde a um hiato de 3 a 5 M.a., entre o Caloviano Superior e o Oxfordiano). Os afloramentos da Pedreira do Jaspe põem em evidência uma série de processos relacionados com a sua génese, tal como falhas normais conjugadas (formando um graben), exposição superficial e carsificação de espelho de falha e deposição em regime subaéreo, de caráter aluvial a fluvial.

Os afloramentos da Pedreira do Jaspe permitem, ainda, o conhecimento rigoroso do campo de tensões associado à formação da Serra da Arrábida (compressão Alpina), numa fase constritiva da sua evolução.

Afloramentos de muito fácil acesso e excelente exposição. A sua vulnerabilidade e a insegurança do acesso aos patamares inferiores da antiga pedreira aconselham uma observação mais à distância.

De muito elevado interesse educativo, é um local onde se podem fazer interpretações multidisciplinares nomeadamente nas áreas de Geologia Estrutural, Tectónica, Paleogeografia, Petrologia, Sedimentologia, Geomorfologia e Geologia Económica. De muito elevado interesse estético e cultural, a visita ao local possibilita a fruição de uma paisagem de rara beleza. Cerca de 3,5 km para oeste, avista-se a Serra do Risco, a arriba calcária mais elevada da Europa continental.

Atenção: a colheita de rochas coloca em perigo este geossítio, pelo que não é permitida a recolha de amostras geológicas, com exceção das realizadas para fins de estudo científico e que estão sujeitas a autorização prévia do Parque Natural da Arrábida.

O lamentável e recorrente vandalismo a que estão sujeitos os painéis interpretativos colocados no início do acesso e junto à pedreira, dificultam a tentativa de interpretação da paisagem geológica.

http://www.natural.pt/portal/pt/Geossitio/Item/16

 

O olhar que nos revela a Pedreira do Jaspe, em esplêndidas fotos, é o da Mariana Pinto, aluna do 11º D.

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