A Internet é uma das invenções mais poderosas do último século. Desde os primeiros passos, na década de 60 do século XX, até aos dias de hoje, a evolução foi exponencial. O que inicialmente era um novo meio de comunicação militar, rapidamente passou a ser uma ferramenta de comunicação e partilha civil. Atualmente, biliões de utilizadores utilizam diariamente todas as potencialidades da Internet. A quantidade de informação é algo assombroso. Existem milhares de solicitações diárias, facto que mudou por completo o nosso relacionamento com a tecnologia. Mas este aumento de informação nem sempre tem bons resultados, o nosso cérebro não está preparado para conseguir gerir tantos recursos e a maior parte dos utilizadores não desenvolveu competências para conseguir filtrar o mais importante. nem tão pouco para selecionar o seu percurso online. Este problema/desafio é uma realidade para muitos adultos e é habitual assistirmos a casos em que a desorientação é uma constante. Muitos são os casos de adultos que não conseguem responder a todas as solicitações, que têm medo das inovações e que perdem capacidade de resposta, mesmo tendo acesso a ferramentas com grandes potencialidades para apoiar e simplificar os processos diários.

Neste sentido, é importante questionar:

Se isto acontece com os adultos, conseguem imaginar o que se está a passar com o cérebro das crianças e jovens?

Tendencialmente, existe o hábito de referir que os jovens já nasceram com a tecnologia e que sabem utilizar todos os novos equipamentos e que sabem utilizar a Internet como ninguém. Em parte, é fácil concordar com estas afirmações. Contudo, temos aqui duas questões que devem ser analisadas em separado: 1. A técnica de utilização dos equipamentos tecnológicos e 2. A gestão da informação que consultam. A primeira é fácil perceber que é uma realidade, tal como eram para os adultos outras técnicas que utilizavam na sua juventude. No entanto, a gestão de informação é um problema grave que está a afetar as crianças e os jovens.

Integrada na Semana da Leitura, estas sessões também foram dinamizadas com a intenção de ilustrar a utilização da Internet como ferramenta para potenciar ações humanitárias. O caso apresentado prende-se com uma organização sem fins lucrativos, a Charity Water (https://www.charitywater.org/) , que já conseguiu criar mais de 24 500 projetos de água potável em África, atingindo e melhorando as condições básicas de vida de aproximadamente 7 milhões de pessoas. Todo o trabalho de recolha de fundos é feito através da Internet. E, no final do artigo, poderão assistir a um vídeo de divulgação.

A partir desta problemática, a Rede de Bibliotecas Escolares lançou um Referencial de Aprendizagem onde, entre outras, são abordadas questões relacionadas com a Literacia dos Média. Sugerem atividades que permitem desenvolver competências e atitudes de utilização mais consciente e crítica dos Média, nomeadamente ao nível da utilização da Internet.

Partindo destas ideias, a equipa da BE preparou uma palestra sobre “O Poder da Internet” para duas turmas (6º D e 7º F). Foram abordados temas como Foco, Gestão de Tempo e Objetivos, como itens importantes na utilização de qualquer tecnologia, os aspetos positivos e negativos, as potencialidades da utilização da rede mundial e foi também focada a importância do questionamento constante sobre tudo o que vemos e fazemos online. No final da sessão, os alunos foram convidados a participar no desafio de registo do número de horas gastos numa semana com a utilização das novas tecnologias. Posteriormente, irão analisar os resultados numa aula de Formação Cívica e debatê-los com a Diretora de Turma.

Fica a intenção e a esperança de conseguirmos sensibilizar os jovens para uma utilização crítica da Internet e, especialmente, a necessidade de definir um rumo e realizar escolhas que contribuam para uma vida com mais tempo livre efetivo.

A BE irá replicar estas sessões para várias turma do 2º ciclo (6º Ano) e 3º ciclo (7º e 8º anos).

Prof. Luís Varela

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