Gil Vicente criou personagens intemporais, que espelham a vivência quotidiana, a estratificação económica e a conflitualidade política e religiosa da sociedade do seu tempo.

Certas figuras transitam de umas obras para as outras, compondo retratos multímodos e refletindo preconceitos e visões que perduraram quase até aos nossos dias. Os artesãos, os escudeiros, os fidalgos, mas também os presidiários, os frades, as alcoviteiras… e os judeus, raça perseguida mais que todas, alvo de tantas invejas e irrisões.

Tendo como base algumas peças vicentinas, especialmente o Auto da Barca do Inferno e a Farsa de Inês Pereira, estudadas pelos alunos no 9.º e no 10.º anos, eis aqui um pequeno documentário, concebido e concretizado na nossa escola, que visa perspetivar o modo como o JUDEU foi sendo encarado em Portugal ao longo dos séculos até se plasmar na personagem-tipo que o pai do nosso teatro imortalizou.

Um especial agradecimento da equipa do jornal aos alunos André Soares e Ivo Teixeira, pela sua colaboração no trabalho de locução.

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