Aos 13 anos, a vida de Tomás Flórido, aluno da Escola Básica 2,3 do Castelo, em Sesimbra, mudou, ao conquistar o Bronze nas Olimpíadas Portuguesas da Matemática. Esta iniciativa, promovida pela Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), decorreu, em Viseu, entre 5 a 8 de abril de 2017.

Excelente aluno a Matemática, o Tomás ultrapassou as várias eliminatórias e foi um dos trinta melhores de Portugal… E, em Viseu, conquistou o brilhante terceiro lugar no pódio olímpico.

Em conversa com ele, ficámos a saber do seu fascínio pela Matemática e das emoções e dificuldades que sentiu nesta grande aventura…

Segue-se o registo da conversa tida, conduzida pela professora Carla Santos.

  • Quando é que descobriste que tinhas este talento para a Matemática?

Desde o 1.º ano que os números me fascinam. Quando entrei para o 1.º ciclo, logo no primeiro ano, já realizava exercícios de segundo e terceiro. Como na minha sala havia alunos de outros anos, eu ouvia os exercícios deles e tentava resolvê-los em casa. Na aula seguinte, mostrava-os à professora.

  • Qual a sensação de ser o 3.º classificado nas Olimpíadas Portuguesas da Matemática?

É uma ótima sensação, até porque não estava à espera de ganhar qualquer medalha. Participei porque fui selecionado e tive curiosidade em saber o que seria participar numa competição desse género.

  • Alguma vez pensaste que poderias atingir um lugar no pódio?

Não. No entanto, esforcei-me e consegui superar os obstáculos. Foi uma experiência nova porque só sabíamos que íamos receber uma medalha ao chamarem os participantes ao palco. Até agora, só estava habituado a receber diplomas e já sabia antecipadamente que os ia receber.

  • Como reagiu a tua família ao saber a tua classificação?

Toda a minha família ficou orgulhosa de mim, mas, com maior intensidade, aqueles que estiveram presentes, como a minha mãe e a minha avó materna.

  • Como te preparaste para estas Olimpíadas?

Para as primeiras fases fiz a preparação na escola. Para a última, embora não tenha feito grande preparação, a que fiz foi realizada em casa, no meu ambiente de trabalho, resolvendo exercícios da última eliminatória das OPM de 2016.

  • Para ti, qual foi a fase mais difícil?

Para mim, a fase mais difícil foi a última, apesar de também ter sido a mais empolgante, pois encarei-a como um desafio.

  • Quem te motivou a participar nestas Olimpíadas?

A minha atual professora de matemática e a minha professora do 1.º ciclo.

  • Como classificas o convívio com outros “génios da matemática” que conheceste em Viseu?

Foi um convívio agradável, pois muitas das pessoas tinham os mesmos gostos que os meus. Conseguimos conhecer-nos melhor, pois, além das olimpíadas, tivemos outros momentos de convívio para partilharmos as nossas experiências de vida e outros hobbies.

  • Com certeza que estás feliz com a tua prestação e conquista da medalha de bronze. Tencionas continuar a participar em iniciativas deste género? Que incentivo poderás dar aos teus colegas para participarem?

Sim, gostava de continuar, pois foi uma ótima experiência e adoraria que todos os meus colegas também se pudessem divertir ao participar nestes eventos escolares.

  • O que é que aprendeste ao participar nesta iniciativa?

Aprendi que, apesar de ser bom aluno, não estou sequer perto de ser o melhor e é por isso que ainda tenho que me esforçar para melhorar.

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